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Virada Cultural, larica geral!


Neste último final de semana, respectivamente 5 e 6 de maio, aconteceu em São Paulo mais uma edição da Virada Cultural, e que teve suas peculiaridades. Nesta edição de 2012 esqueceram de avisar ao público para levar o "kit Virada" e esqueceram de avisar que Gastronomia não é a mesma coisa que feira livre, isso porque esta edição contou com uma novidade gastronômica e que contraditoriamente faltou "rango" pra toda aquela gente. A alta gastronomia tomou conta do Minhocão e ofereceu ao público os mais altos pratos por um preço acessível de até R$15,00 como por exemplo a famosa Galinhada de Atala, do premiado e reconhecido internacionalmente Chef Alex Atala, e que foi o ápice da confusão maior por comida, também temos que lembrar que nesta edição poucos locais de alimentação deram suporte, tornando a Virada Cultural em um "Walking Dead", com aquela multidão andando atrás de comida, ainda mais pra paulistas, acostumados com Fast Food's.
Mas a Virada Cultural sempre é uma ótima alternativa para os amantes da arte e da música como principal arte, apesar de faltar comida, não faltou música e embora tivesse atrações com menos estrelas, teve muita música boa e boas apresentações também até nas calçadas, pertinho do público.
Atrações como Tony Allen, Gilberto Gil, Ebo Taylor, Rey Lema e a Orquestra Jazz sinfônica deram o ar africano desta edição, a "celebração do amor" no Largo do Arouche também foi marca registrada, teve fã realizando o sonho de beijar o traseiro da Rita Cadillac etc, a parte dançante da celebração amorosa foi principalmente dominada pelo público gls, e virou uma enorme pista de dança. O palco do rap contou com uma das principais revelações da nova geração, Projota, os Mutantes lotaram a Avenida São João, que também era o palco do Rock e ainda teve a ótima apresentação e representação dos Titãs, tocando Cabeça Dinossauro na íntegra, no mesmo dia os americanos e veteranos do Suicidal Tendencies, mostraram a clássica cara do punk rock e do hardcore, botando a galera para agitar o bate cabeça, bandas como For Fun e Fresno também marcaram presença.
 A Virada Cultural também é palco das representações, e dessa vez, a campanha Veta Dilma, sobre o novo código Florestal estava presente, desde os shows até a culinária, e como também não poderia ser muito diferente, alguns pontos deixaram a desejar, começando pelo "gourmet e a falta do rango" (a prefeitura achou que a galera não iria apreciar os pratos culinários e tinha poucas opções para se alimentar), depois disso o povo sofreu com os banheiros químicos, sujos e imundos além de insuficientes, a região da Sé se tornou o lado negro, com pouca iluminação e segurança, foi palco de assaltos e muitas "tretas", o atraso de muitas apresentações também encheu o saco, e a população continuou mostrando que não tem educação, as lixeiras que a prefeitura colocou nas ruas ficaram vazias enquanto as calçadas viraram lixo, salvos pela eficiente limpeza colocada em trabalho nesta edição.
Enfim, a Virada Cultural que já faz parte da nossa programação anual, continua sendo uma das maiores invenções culturais de São Paulo, mas que ainda tem muito o que melhorar!
Viva a sociedade alternativa!





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