Pois é, o tema parece ser polêmico até, mas não tem como não parecer polêmico quando se trata da postura do brasileiro diante algumas outras situações que automaticamente jogam nossa moral longe.
Por mais longe que possamos estar, vivemos em um mundo de caos, e neste momento você deve estar pensando em toda a onda de violência que está acontecendo em São Paulo e demais cidades, porém, a situação é muito pior e muito mais ampla do que imaginamos.
A imagem do "ser ativista" está aos poucos deixando de existir, por conta da doentia sociedade que nos encontramos, do capitalismo que compra facilmente a mente das pessoas, e por fim, essa máscara que o sistema cria para que nós passamos a imaginar que ficar com medo de sair de casa, que as novelas são mais seguras, de que tudo está ruim mas está bom, ou seja, "enquanto não atingir a mim, está tudo bem, não vou reclamar", e é mais ou menos assim que funciona.
As dificuldades enfrentadas por uma garotinha de apenas 13 anos, a fazem ser uma ativista de punho firme, e a triste realidade que já sofre, não faz mais diferença para ela, além de dar forças para lutar cada vez mais.
A garotinha que enfrenta cara a cara, sem temor algum dos soldados israelenses fortemente armados se chama Ahed Tamimi, e talvez nunca veremos pessoas tão corajosas quanto à mesma.
Ahed tem idade a qual muitos com a mesma idade na sociedade brasileira estão aprendendo coisas erradas e já desandando na vida, adolescentes sem perspectivas de vida, e sem motivos de lutas ou conquistas, sem diversão, lazer e correndo risco constantemente, as necessidades fazem da adolescente um adulto armado em palavras e ações.
Ahed conta que em meio a época conturbada que vive, que enfrentamentos entre a população e soldados israelenses são constantes, e lutam contra a ocupação e a confiscação que acontece constantemente onde mora, retirando deles todos os direitos humanos que possam existir.
A garotinha que já teve os pais presos, primos e tios assassinados nestas constantes batalhas não perde a esperança, e luta incessantemente para atingir outra realidade: Eu gostaria que toda a minha família fosse liberta, assim como todos os outros prisioneiros palestinos, quero viver meu sonho de um dia viver em uma palestina livre!" afirma Ahed.
A garotinha serve de inspiração para todos aqueles que ainda lutam por um ideal de liberdade, a todos os que se deixam ser aprisionados pelo sistema, perdendo sua liberdade e suas vidas aos poucos.
Fazendo um breve paralelo, aqui Brasil, vivemos em constante confronto e conforto, somos uma sociedade acostumada a ser roubada, a ser aprisionada, reféns da violência em que nós permitimos que aconteça quando não nos preocupamos em cobrar das autoridades.
Enquanto não formos verdadeiros "Aheds", estaremos constantemente assinando nossa sentença de prisão!
E definitivamente, o mundo não precisa mais de lutas, batalhas e disputas territoriais, precisamos de muito mais pessoas que possam lutar por paz e liberdade!
fonte:http://operamundi.uol.com.br/

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