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Da música e política à morte e ética!



Alguns fatos se tornam históricos não só pela potencialidade de quem acaba vivendo o acontecimento, mas muitas vezes pela ênfase que se dá, pelo acúmulo de informações geradas pela mídia e principalmente pela falta de bom senso por parte de muitas pessoas.

Recentemente tivemos duas perdas significantes no mundo da política e da música, Hugo Chaves, presidente da Venezuela faleceu por conta de um câncer a qual já lutava há algum tempo, uma pessoa que não temia repressões, que não guardava palavras e que nunca cansava de lutar por suas ideologias políticas, assim se destacava Chaves, com seu jeito polêmico e às vezes “fanfarrão” ele conseguiu muitos seguidores e conseqüentemente juntou também alguns inimigos.

Não muito diferente de sua personalidade, perdemos também nesta quarta-feira um dos maiores ícones do cenário pop rock nacional, um verdadeiro ídolo da música, o vocalista da banda Charlie Brown Jr foi encontrado morto em seu apartamento em Pinheiros - SP.

Chorão se destacou por sua mistura de poesia, rock e skate e principalmente por sua superação de vida.

Muito criticado algumas vezes por seu comportamento revolto e liberto, Chorão sempre soube se demonstrar uma pessoa equilibrada e que simplesmente adorava viver a vida, sempre curtindo sua cidade na baixada Santista, Chorão falava de amor, paz, união, skate e a vida, passou por muitos problemas na infância chegando até a ser morador de rua.

Não podemos negar que mortes sempre são impactantes, e que certos comentários que aparecem neste mesmo momento geralmente são muito ignorantes, fazendo perceber que muitas vezes o peso de uma perda acaba servindo de trampolim para muitos e sendo muita melancia para quem quer colocar no pescoço.

Até que ponto podemos realmente sentir uma perda deste porte e até que ponto a mídia faz o seu trabalho de realmente divulgar a notícia, como descrever o acontecido, como construir ou acabar de destruir a imagem de alguém.

Tendo uma imagem política, Hugo Chaves é automaticamente blindado, mas e quando se trata de alguém que muitas vezes até a mídia confrontou?

O cenário divulgado horas depois do apartamento de Chorão, com móveis revirados, sangue, levantam duas hipóteses, de overdose, causada após uma forte depressão e uma briga, o que é muito mais improvável, uma vez que Chorão estava só em seu apartamento. O pó na mesa, as marcas de sangue, os móveis fora do lugar, bebidas, o que há de estranho nisso, quando foram as principais características rotuladas diretamente ao rock pela mídia e por todos aqueles que se dizem críticos de alguma coisa? Comentários feitos por algumas estrelinhas da TV como a exBBB Jaque Khury, que fez um post “anti-drogas” logo após a morte de Chorão e o apresentador Britto Jr. que fez uma piadinha infeliz se referindo a morte dos dois, e demais pessoas que se utilizam de momentos como este para fazerem comentários desnecessários e inconvenientes vem à tona!

Cá entre nós, quem era ou não, se alguém tinha problemas ou não, se alguém estava feliz ou não, isso não é momento para que façamos análises ou campanhas, postura ética deve ser mantida sempre, em qualquer momento ou situação, se aproveitar para aparecer ou se destacar nas mídias sociais e ainda criticar as pessoas que ali reclamaram é coisa de gente que não tem sensasionalista e de uma mídia sem noção.

Perdemos no rock, perdemos na política e ganhamos cada vez mais gente ignorante no mundo!


RIP Hugo Chaves e Chorão!

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